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Madrugada.


Madrugada.

Um despertar inesperado, próximo das três. Junto, uma sensação indefinida, pesada. Um conflito inicia, a mente está inquieta. Pensamentos vários circulam.

Ainda com a Luz apagada, senta à beirada da cama, puxa um copo d'água e engole seco aquilo que trouxe do sono. A vontade era voltar aos braços do descanso justo e merecido, mas foi tomado por sua ansiedade.

Já era íntimo das preocupações, mesmo das sem sentido. Aguardava o cumprimento de uma promessa, ou era isso que sentia. Almejava ter ao menos paz no tempo que dedicava ao travesseiro.

Continuou desperto por um bom tempo. Enquanto isto, povoado por obsessivas ideias e conspirações, tentava se desvencilhar daquilo que parecia mentira. A verdade ainda estava crua, e sua cabeça cozinhava.

Girava e girava. Revirava e amassava os lençóis. Sinais de uma teimosia de seu corpo. Nada de voltar a dormir. O que lhe restava era aguardar o sol, ou se atracar com seus próprios enganos.

E a madrugada sem se importar com ele, seguia o rumo em que gira a terra. E para o relógio, seu olhar indicava estar fora do mundo, pois solto estava dos ponteiros que indicavam as horas. E os minutos.

Desconfiava que algo errado não estava certo. Era uma certeza tão incerta que parecia viagem sem nunca ter partido. Ou se partiu, foi para que ficasse pela metade, pois inteiro era impossível do jeito que estava.

Continuou como quem rodopia por sobre a cama. Era ali protagonista numa peça bem pregada pelo destino. Ator de um filme que insistia em passar e repetir na tela de sua descrença. Não acreditava mais em nada, nem mesmo na madrugada.

Alexandre FOn

 

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